Artigo: A CPPNI e a Revolução do Novembro Negro em São Paulo

 

Antonio Carlos Barros Silva

 

Neste mês de “Novembro Negro”, a Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena, desenvolveu e participou de diversas atividades voltadas à comunidade negra no Estado de São Paulo, no combate contra as discriminações raciais, étnicas e religiosas bem como na execução de políticas públicas.

Neste dia 20 de Novembro, “Dia de Zumbi dos Palmares” e “Dia da Consciência Negra”, reconhece a importância da luta de Zumbi e do Quilombo na busca da liberdade para os negros, indígenas e brancos pobres que compunham esta experiência de anseios que continuam presentes em nossa sociedade, presente nas manifestações em favor da “vidas negras importam”.

O combate ao racismo e à discriminação continuarão mais efetivos, considerando que além das implicações criminais expressas nas prisões e condenações; as cíveis com as indenizações. O Estado de São Paulo é o único ente da federação que determina, por meio da Lei 14.187/2010, a aplicação de penalidades administrativas para pessoas físicas e jurídicas, agora ampliado pela imposição do “Procon-SP Racial”, quando resultar de relações de consumo.

A REDE SP AFRO BRASIL, está ampliada pela realização das “trilhas antirracistas” na Secretaria de Educação do Estado; a “Delegacia da Diversidade on line” na Secretaria de Segurança Pública e; a parceria inédita com o Ministério Público para implementação das “cidades antirracistas”.

Acompanhamos a realização do FORUM SP AFRO BRASIL no Memorial da América Latina, que tornou-se um momento histórico para toda a comunidade negra, quando informamos sobre a V Conferência Estadual da  Igualdade Racial a ser realizada no mês de fevereiro de 2022.

Ter “consciência negra” é desenvolver as mais diversas ações como desejava Steven Biko na África do Sul, ao afirmar que negros e negras devem buscar a união de forças para efetivar a liberdade a partir do pensamento que “não podemos ter consciência do que somos e ao mesmo tempo permanecermos em cativeiro”. 

Ultrapassamos os “cativeiros” modernos quando participamos em parceria com a FIESP/CIESP do Projeto         “Beleza Negra” e, no mesmo sentido, na UNESP que reconhece na pessoa do literário afro Dr. Carlos Assumpção, o primeiro negro a receber o título de Doutor “honoris causa”.

Celebrar o “Dia Nacional da Consciência Negra” é colaborar, como tem feito a Coordenação de Política para a População Negra e Indígena para que cada vez mais negros e negras assumam a consciência de sua negritude e, ao mesmo tempo desenvolver programas e projetos que demonstrem a força, a beleza e a capacidade desta Comunidade em tempos de luta por mais respeito e dignidade.

 

 

Antonio Carlos Barros Silva, é coordenador de Políticas para a População Negra e Indígena