Conselho Estadual da Condição Feminina realiza palestras em homenagem à campanha “21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”

A Secretaria da Justiça e Cidadania, por meio do Conselho Estadual da Condição Feminina e da Comissão contra Violência contra a Mulher, realizou no dia 21 de novembro, na Câmara Municipal de São Paulo, palestras em homenagem à campanha “21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. 

A Coordenadora de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo e membro do Conselho Estadual da Condição Feminina, Edna Martins, participou do evento e discorreu sobre a importância de um conjunto de políticas necessárias para que as vítimas rompam o ciclo de violência. 

“A política de segurança pública é fundamental e estratégica, mas precisamos trabalhar com educação, saúde, desenvolvimento social e econômico para de fato promovermos as condições para que a mulher possa se livrar da violência”, comentou. “Tal articulação está presente no Plano Estadual de Políticas para a Mulher, que está sendo construído a muitas mãos e será lançado em breve”.

Também participaram do evento a presidente do Conselho Estadual da Condição da Mulher, delegada Rosmary Corrêa, a coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher do Estado de São Paulo, Jamila Ferrari, a vereadora da Cidade de São Paulo, Edir Sales, e representando a Comissão de Combate à Violência do Conselho Estadual da Condição Feminina, Marli Parada.

A campanha “21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” busca criar uma sinergia entre diferentes ações, para potencializar seu impacto e garantir maior integração e complementaridade. A ideia é conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público.

No Brasil, acontece de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, considerando a dupla vulnerabilidade da mulher negra, e vai até 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que tem o objetivo de propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade.

Também marcam o período o dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres), dia 1° de dezembro (Dia Mundial do Combate a AIDS), o dia 6 de dezembro (massacre de mulheres de Montreal, no Canadá), e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). 

No evento, após as palestras, houve a Renovação do Conselho da Medalha Ruth Cardoso, responsável por escolher os cinco ganhadores do próximo ano. A medalha premia pessoas que desenvolvem projetos voltados ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica.