Governo de São Paulo entrega primeira Casa de Passagem com vagas para população LGBTQIA+

 

Iniciativa inédita é destinada ao público dependente químico e com alta vulnerabilidade social

O governo de São Paulo inaugurou nesta segunda-feira (20) três novas Casas de Passagem na capital paulista. A novidade é a entrega de uma unidade voltada ao público LGBTQIA+, que garante sua representatividade nos programas sociais do Estado. 

As três casas, equipamentos vinculados à Secretária de Desenvolvimento Social, deverão atender um total de 40 pessoas com problemas relacionados a dependência química.  Dez vagas de uma das residências serão voltadas ao público LGBTQIA+ e, as duas outras casas, oferecerão 20 vagas para homens e 10 vagas para as mulheres, cada uma.

Pacientes em atendimento ambulatorial pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) e apresentam alta vulnerabilidade social serão encaminhados para as Casas de Passagem.

Além da secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes; participaram do evento, o secretário da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa; o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Carlos Bezerra Jr.; a coordenadora de Políticas sobre Drogas (COED), Eliana Borges.

O secretário da Justiça e Cidadania enfatizou o respeito da gestão às pessoas em situação de rua e população LGBTIQIA+. “Quando entramos aqui, vemos um lar, uma oportunidade pra essas pessoas. Essa é uma demonstração de atenção a todos., porque somos diferentes, mas ao mesmo tempo somos iguais e temos os mesmos direitos” ressaltou.

 

Sobre as Casas de Passagem

As unidades da Casa de Passagem do Programa Recomeço são espaços de permanência provisória para pessoas que estão em atendimento ambulatorial por conta da dependência química. É um público que necessita de acolhimento e pernoite enquanto aguarda avaliações de diagnósticos e encaminhamentos a outros serviços especializados, como as Comunidades Terapêuticas parceiras do Governo do Estado. 

As Casas oferecem, além de moradia, alimentação, oficinas socioeducativas, atendimento da equipe psicossocial feita por psicólogos e assistentes sociais; e acompanhamento do atendimento na rede de serviços de saúde e de assistência social.